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sábado, 24 de setembro de 2011

Atividade Curso eproinfo - Trabalho por Projetos


Nas indicações de leitura, inclusive dos últimos textos sugeridos pela professora Fabiana, alguns pontos são de extrema importância: um deles é aceitar que a escola não pode mais ser arcaica, se no exterior de seus muros, há a presença de uma sociedade cada vez mais tecnológica, vivendo a era da Informação e da Comunicação. Destaco também a ideia de que o trabalho por/com Projetos pode gerar situações diversas, permitindo aos educandos a construção de conhecimento com autonomia - na pesquisa, na interação com o professor e os colegas (e com o ambiente virtual, no caso do uso da internet), na possibilidade de posicionar-se, refletir, discutir e participar da experiência educativa enquanto ser ativo dessa mesma experiência. Para tanto, é preciso cautela ao definir abordagens que gerem projetos significativos para os alunos, estimulando seu interesse, problematizando situações, oportunizando o desenvolvimento de habilidades, buscando soluções, compreendendo seu papel de sujeito produtor de conhecimento e de agente transformador da realidade. Ao pensar o trabalho por/com Projetos utilizando-se das tecnologias, os alunos ganham maiores oportunidades e espaços, que vão para além daqueles da sala de aula, ampliando-se para os chats, fóruns de discussão, correios eletrônicos, ambientes virtuais de aprendizagem, etc. Pode-se aprender num projeto cartográfico, por exemplo, através do Google Earth, mapas virtuais, imagens 3D, filmes, produção de vídeos, entrevistas e documentários, áudios, fotografias e outras imagens, jogos, e-book, GPS, pesquisas em blogs e internet em geral, enfim, há inúmeras possibilidades de potencializar a aprendizagem através do uso de recursos tecnológicos. Realmente as inovações tecnológicas são muito importantes e potencializam o trabalho com projetos, mas a verdadeira inovação ainda está no mestre, afinal, para que todos esses meios sejam eficientes, necessitam da condição humana ou de maneira equivalente, necessitam do professor que assuma a simultânea postura inovadora e humanizante dos processos de ensino e aprendizagem. É sob a ação do professor que poderá ser criado um ambiente favorável de interações e busca de conhecimento, tornando-se este um facilitador, articulador, orientador que provoca a reflexão, que motiva e exerce a essencial tarefa de planejar-avaliar-replanejar todo o processo educativo. Dessa maneira, devemos evitar o tecnocracismo educativo, cientes de que o uso de novas tecnologias não necessariamente é acompanhado por novas concepções pedagógicas. Não podemos tender a um discurso esvaziado de práticas transformadoras, cair no inócuo desprovido de significado, que privilegia a continuidade de práticas autoritárias e conservadoras. A tecnologia pode e deve atender às possibilidades de um novo modelo de escola, pensado para as necessidades reais do sujeito cognoscente e a serviço dos objetivos propostos por um Projeto Político Pedagógico desalienante, construído para a emancipação e para a transformação do homem.

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