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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A arte existe porque a vida não basta


UM NOVO REALISMO


Ferreira Gullar (Folha de São Paulo, 27/nov/2011, p. E8)


Quem, como eu, admite que a vida é inventada e que a arte é um dos instrumentos dessa invenção terá do fenômeno artístico, obrigatoriamente, uma visão especial.


Não é só através da arte que o homem se inventa e inventa o mundo em que vive: a ciência, a filosofia, a religião também participam dessa invenção, sendo que cada uma delas o faz de maneira diferente, razão por que, creio, foram inventadas.


Se a filosofia inventasse a vida do mesmo modo que a ciência ou a religião o faz, não haveria por que a filosofia existir.


A conclusão inevitável é que todas elas são necessárias, ainda que cada uma a seu modo e sem a mesma importância para as diferentes pessoas. E o curioso - para não dizer maravilhoso - é que, de alguma maneira ou de outra, a maioria das pessoas, senão todas, usufrui, ainda que desigualmente, de cada uma delas.


A arte é exemplo disso. Não importa se esta ou aquela pessoa nunca viu a Capela Sistina, porque, no dia em que vir, se renderá à sua beleza. Isso vale igualmente para a ciência, a religião ou a filosofia, que atuam sobre nossa vida, quer o percebamos ou não.


É que somos seres culturais, e não apenas porque nos apoiamos em valores éticos, estéticos, religiosos, filosóficos, científicos - mas porque eles são constitutivos dessa galáxia inventada que é o mundo humano.


Como numa galáxia cósmica, a diversidade da matéria e as relações de espaço e tempo, de presente, passado e futuro, fazem com que, de algum modo, tudo ali seja atual, já que qualquer um de nós pode encontrar numa frase de Sócrates, num verso de Fernando Pessoa, numa imagem pintada por Rembrandt, a verdade ou a inspiração que nos reconciliará com a vida.


Isso não significa que devamos pensar como Sócrates ou pintar como Rembrandt e, sim, que a invenção do novo não implica a negação do que já foi feito, mas a sua superação dialética.


Todo artista sabe que a arte não nasceu com ele e que um dois sentidos essenciais de sua obra é incoporar-se a essa galáxia cultural que constitui a nossa própria existência.


Não entenda isso como uma proposta de conformismo, que seria contrária à minha própria tese de que o mundo se inventa e inventa o seu mundo, já que seria impossível inventá-lo se apenas repetissem o que já existe.


Por isso mesmo, é prefeitamente natural que alguns artistas de hoje busquem expressar-se sem se valer das linguagens artísticas e, sim, antes, repelindo-as, para inventar um modo jamais utilizado por artistas do passado.
Como já obervei, entre esses há os que simplesmente negam a arte e outros que pretendem criar arte valendo-se de elementos antiartísticos ou não artísticos.


Em princípio, suas experiências não têm que ser negadasm uma vez que essa atitude radical pode suscitar surpreendentes. E isto à vezes ocorre, embora não seja frequente.


Não resta dúvida de que quem opta por uma atitude tão radical merece atenção e crédito, port seu inconformismo e por sua coragem, mas isso, por si só, não basta.


É preciso que dessa opção radical e corajosa resulte alguma coisa que nos comova e se some a esse mundo imaginário de que já falamos. Honestamente, deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico.


Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante.


O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir.


E aqui cabe aquela afirmação minha - que tem sido repetida por mim e até por outras pessoas - de que a arte existe porque a vida não basta.


Nela está implícito que não é fundamental da arte retratar a realidade, mas reinventá-la. É, portanto, o oposto do falecido realismo socialista que só faltou, em vez de pintar o operário, colocá-lo em carne e osso no lugar da obra.


E nisso não estaria muito distante de certos artistas de agora, ditos conceituais, como a que pôs casais nus em pelo nas salas do MoMA, de Nova York. Como essa arte visa gente de muita grana, bem que poderia chamar-se "realismo high society".

domingo, 20 de novembro de 2011

Stop Motion - Aquarela

Este vídeo é uma releitura da Música Aquarela, de Toquinho, realizado de maneira amadora e caseira, utilizando-se de Stop Motion, com finalidade de apresentar mais uma possibilidade de utilização tecnológica. Foi um momento divertido e compartilhado com a família, ao elaborar e produzir o mesmo.

Stop Motion - Música: Proteção às Borboletas

Vídeo de aprendizagem realizado com objetivo de inserção de técnicas de stop motion, como parte das atividades do curso E-Proinfo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Atividade Curso eproinfo - Web pesquisa - Wikipédia


Literatura


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador."
(Clarice Lispector - Escritora brasileira, nascida na Ucrânia - 1925/ 1977)


Se você é amante da literatura, gostará da informação abaixo e, se não é, certamente, em algum momento, já precisou (e provavelmente ainda precisará) pesquisar sobre a biografia de um escritor ou algo sobre suas obras ou, talvez, tenha simplesmente a curiosidade de conhecer mais sobre a arte de escrever.
No endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Literatura , encontra-se um portal de literatura muito interessante, que dispõe de artigos sobre literatura, livros, informações sobre escritores e obras literárias, curiosidades, entre outros, oferecendo a oportunidade de acesso e troca de informações sobre o assunto. Vale a pena conferir!

Colega professor(a): Se você pensa em fazer um e-book com seus alunos, segue também a dica:

www.portalliteral.com.br/artigos/faca-um-e-book-na-escola

Pesquisa realizada em 03-10-2011.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Teste de Literatura


É sempre muito bom conhecer ou relembrar os clássicos da literatura. Então segue uma sugestão para testar conhecimentos:

http://revistaescola.abril.com.br/swf/jogos/jogoLiteratura/

Divirta-se!

Site encontrado em 28/09/2011.

O papel do digital na construção de uma nova forma de ler


O desenvolvimento e a rápida expansão das novas tecnologias de informação e de comunicação têm gerado diversas transformações na sociedade. Uma das mais visíveis diz respeito à forma de receber conhecimento e entretenimento. Os livros digitais representam bem o caminho que a nova sociedade está trilhando. Em uma época em que a tecnologia está praticamente em todos os lugares, muitas pessoas acabam se desinteressando pelos livros impressos, substituindo-os por aparelhos como laptops e Ipods. Os novos suportes, porém, ainda enfrentam uma luta acirrada com os amantes do papel. A última Bienal do Livro, realizada em setembro no Rio de Janeiro, se mostrou um sucesso de público. Entre os estandes, alguns dos mais procurados foram aqueles que mostraram aos visitantes uma nova ferramenta para a leitura: os e-books. Nestes locais, a aglomeração de pessoas demonstrava a curiosidade do público para conhecer e entender a novidade que vem ocupando mais espaço a cada dia. As amigas Gabriela Elias, de 21 anos, e Cristina Lemos Simões, de 23, testaram a leitura digital pela primeira vez na Bienal. Empolgadas, as jovens fizeram questão conhecer a tecnologia na feira de livros e já conseguem visualizar uma série de benefícios dos e-books.

Formada em Letras e atuando com secretária, Cristina Simões se encantou com o aparelhinho.

Para ela, os e-books são muito vantajosos, principalmente para quem estuda. "Só de você não ter que levar um monte de livros em uma mochila pesada, já é um grande benefício. Se na minha época de estudante tivesse essa ferramenta, a faculdade teria sido bem mais fácil". Cristina tem o hábito, como muitas pessoas, de ler vários livros ao mesmo tempo. E a plataforma digital facilita muito esse processo, pois todos os livros podem ser encontrados em um único lugar e com fácil acesso. Além disso, as ferramentas de busca nos aparelhos digitais e a possibilidade de selecionar o texto desejado para transferí-lo para uma pesquisa também tornam o trabalho muito mais fácil. "Para universitários e estudantes, isso ajuda muito. Para fazer um trabalho, o estudante tem que consultar vários livros e os e-books facilitam muito. Fica mais dinâmico e você não precisa mais perder tempo procurando um trecho de um livro", comenta a secretária.

Opiniões divergentes, mas todos com o mesmo interesse - A estudante de Educação Física, Gabriela Elias, mesmo vendo muitos pontos positivos na leitura digital, ainda não se sente confortável com os novos suportes. "Estou fazendo minha monografia e, com certeza, os e-books iriam me ajudar muito. Mas uso óculos e fico muito tempo no computador, forço muito a vista e tenho dor de cabeça. Por esse motivo, ainda prefiro os livros tradicionais. Quem sabe daqui a algum tempo este problema já esteja resolvido?". A amiga Cristina, porém, já não tem este tipo de dificuldade e passa, devido ao trabalho, o dia em frente à tela do computador.

Além disso, a jovem também costuma ler textos, artigos e trabalhos em seu netbook, deitada na cama. Mesmo apaixonada por tecnologia, a secretária não teme o fim dos livros impressos. "Acho que não há riscos do livro em papel sumir. Há um tempo, muito se falava no fim do jornal impresso, mas isso não aconteceu. E muita gente ainda prefere o formato tradicional. Com o livro, certamente vai acontecer a mesma coisa. O uso das mídias digitais depende muito do perfil da pessoa que vai comprar. Para alguns, vale a pena. Para outros, não. Muita gente ainda prefere o livro impresso".

Este é o caso dos amigos Hian Marins, de 15 anos, e Lucas Mendonça, de 17, ambos alunos do primeiro ano do ensino médio. Mesmo percebendo inúmeros benefícios na leitura digital, os estudantes ainda preferem o método tradicional de ler. Segundo Hian, a preferência tem um único motivo: costume. "Nós estamos conhecendo agora os tablets e aparelhos do tipo. Eles ainda são uma novidade. Algo que não conhecemos muito bem. Já o livro é nosso companheiro desde quando éramos pequenos. Estamos mais acostumados com as histórias no papel do que nas telas", explica. O amigo Lucas concorda com Hian, apesar de já ter contato com a leitura digital em seu computador pessoal. "Em casa temos um programa que apresenta todos os textos bíblicos digitalizados. É bem interessante, pois a leitura se torna muito dinâmica. E a pesquisa, mais fácil". Por isso mesmo é que, apesar de preferir o livro impresso, Lucas acredita que um dia ele terá fim. "Hoje, as crianças já nascem em meio ao mundo digital. Elas estão se acostumando com isso e vão achar, com o tempo, a tecnologia melhor que a tradição. Um dia, daqui a muito tempo, acredito que os livros podem, sim, acabar, ou, pelo menos, diminuírem bastante de produção". Também amigo de turma, Rodrigo Santana, de 15 anos, não tem dúvida: prefere os livros digitais. O estudante acaba mostrando aos outros que, apesar das preferências, todos têm curiosidade e interesse por este novo modo de ler que vem surgindo. Ao perguntar aos amigos se, tendo condições financeiras, algum deles compraria um e-book, não houve discórdia. Todos disseram sim.

Especialistas também acreditam no fim do livro impresso - De acordo com Domício Proença Filho, membro da Academia Brasileira de Letras, o prazer de ler varia de acordo com o leitor. Para ele, as pessoas que cultivam há anos o hábito da leitura no suporte papel levarão algum tempo para substituí-lo pela telinha do livro eletrônico. Porém, a funcionalidade de que este último se reveste acabará por ser decisiva a seu favor. A escritora Leila Rego também prevê o crescimento dos e-books e já se prepara para entrar nesse mercado. Leila escreveu os livros "Pobre Não Tem Sorte" (2009) e "Pobre Não Tem Sorte 2 – Alguma Coisa Acontece No Meu Coração" (2010) e tem um público muito diversificado, já que suas histórias são do gênero chick-Lits - o que equivale a uma comédia romântica. "Essa é uma preocupação que eu já tenho. O livro digital é o futuro do livro impresso. Não temos como fugir. Já estou conversando com a editora para que possamos transformar o livro físico em digital daqui a um tempo", afirma. Apesar de ser dizer apaixonada pelas histórias em papel, a autora compreende a mudança de comportamento dos leitores. "Eu ainda tenho muito apego ao livro físico, mas acho que isso muda de acordo com a geração. Essa nova geração nasceu rodeada de tecnologia. Então, é muito mais natural para eles, a leitura digital. Eles já ouvem música no formato MP3 e não mais no CD, por exemplo. O livro digital é uma consequência natural", explica. "Quem sabe um dia meus netos vão comentar: Nossa avó lia livros em papel! Como acontece hoje com a máquina de escrever e os discos de vinil", imagina. Segundo ela, a vantagem do livro digital é que você pode carregar em um tablet, um aparelho que pesa apenas 300 gramas, uma biblioteca inteira.

"Quer dizer, no peso que você levaria um livro, você pode levar quantos quiser". Porém, para a escritora, o livro físico possui um charme e atrativos diferentes, já que você pode sentir o cheiro e a textura das páginas. "Você vai a uma livraria, folheia, olha as capas. Tem todo um charme. Tem todo um processo, onde você namora o livro. É disso que eu gosto", revela. Domício Proença - recentemente eleito uma das Personalidades Educacionais 2011, em promoção realizada pela FOLHA DIRIGIDA, ABI e ABE - concorda. E afirma ter uma relação quase afetiva com o livro de papel. "Sua materialidade é extremamente mobilizadora. E o prazer que desperta vai além da simples leitura do texto". Quanto aos aplicativos que os livros digitais trazem e prometem trazer ainda mais - como trilhas sonoras, efeitos de sonoplastia e imagens da cena -, Leila brinca. "Isso tudo enriquece a leitura digital, mas as imagens, por exemplo, acabam por cortar a imaginação do leitor. Eu prefiro imaginar".

De uma coisa não há dúvida: para a disseminação dos suportes digitais é preciso muito empenho para que tais aparelhos se tornem disponíveis com facilidade. Dómício acredita que os e-books devem passar a frequentar o cotidiano dos leitores, "sobretudo na escola, a agência cultural por excelência no que se refere ao desenvolvimento do hábito de leitura". E, para que isso aconteça, também é necessário derrubar alguns entraves ao cultivo da leitura. Se muitos reclamam que as publicações impressas possuem preços elevados, o problema tende a piorar, no que diz respeito à compra dos aparelhos para a leitura digital, que surgem com um preço ainda elevado. "Se os livros eletrônicos não se adaptarem ao poder aquisitivo da maioria dos consumidores, eles enfrentarão a mesma dificuldade". Este é o segredo para que esta nova forma de ler possa se instalar definitivamente na sociedade, para que ela, então, faça sua escolha.

http://www.folhadirigida.com.br/home2/WebForms/Default.aspx
Fonte: Folha Dirigida - Joyce Trindade
Encontrado na data de 28 de setembro em:
http://mail.terra.com.br/105.0trr/reademail.php?id=25187&folder=Inbox&cache=5DA2742A70EE4687889224F04DBEB1E2@locawebnet.locaweb.com.br

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Atividade eproinfo - Planejando com Hipertextos - Projeto Medo, Medinho, Medão

Dançando com o Morto

A viúva estava na cozinha com o filho, contando o dinheiro que tinha encontrado debaixo do colchão, quando o marido, falecido fazia meses, apareceu e veio sentar-se à mesa com eles. A mulher e não se intimidou:
- O que é que você está fazendo aqui, seu miserável ?! Me dá paz! Você está morto! Trate de voltar para debaixo da terra.
- Nem pensar- disse o morto. – Estou me sentido vivinho.
A mulher mandou o filho buscar um espelho. Entregou ao morto para que ele visse a sua cara de cadáver.
- É... estou abatido. Deve ser falta de exercício – disse o falecido.
E mandou o filho buscar a sanfona, e convidou a mulher para dançar. Ela, é claro, não quis saber de dançar com o defunto, que cheirava pior que gambá.
O morto nem ligou. Começou a dançar sozinho. De repente a mulher viu que um dedo dele estava caindo, e ordenou:
- Toca mais rápido, menino!
Assim que o ritmo se acelerou, caiu outro pedaço.
- Mais depressa, que eu também vou dançar- ela resolveu.
E começou a requebrar e saltar e jogar a perna para o alto e balançar a saia.
O marido, animado, tratava de acompanhar as piruetas da mulher, e enquanto isso o corpo dele desmoronava. Até que só ficou a caveira pulando no chão, batendo o queixo. A mulher caprichou uma pirueta, a caveira imitou e o queixo desmontou. Pronto.
Mais que depressa, a mulher mandou o filho buscar um baú para guardar os pedaços do marido:
- Põe tudo que é dele, filho. Tudo. Que eu vou procurar uns pregos e um martelo.
Dali a pouco ela voltou e caprichou nas marteladas, para que o morto nunca mais escapulisse.
Enterraram o defunto de novo. Depois jogaram bastante cimento em cima.
Só no dia seguinte a viúva lembrou do dinheiro do marido, que ela tinha deixado em cima da mesa.
- Cadê!?!
- Uai, mãe! Não era para guardar no baú tudo que fosse dele?
Autor : Angela Lago

sábado, 24 de setembro de 2011

Atividade eproinfo - Navegação na Rede



CURSO: ENSINANDO E APRENDENDO COM AS TIC’s
UNIDADE 2 – Internet, hipertexto e hipermídia
CURSISTA: Carmem Silvia Nunes de Azevedo Pessoa – INTERAJA
TEMA: Navegação na Rede
SUB-TEMA: Navegação

Navegar eu preciso, como viver também preciso...
Talvez por já ter constituído o hábito “da navegação”, achei muito tranquilo utilizar o Portal dos Professores e, na verdade, já o utilizei várias vezes em momentos anteriores. Gosto de consultar sugestões de aulas e conteúdos multimídia e também considero interessantes os links, redes sociais, provedor de pesquisas, lista de blogs, enfim, o Portal é interessante, e pode auxiliar bastante o professor. Navegando “à deriva” ou livremente, penso que as opções se ampliam, pois tal Portal e muitos outros espaços virtuais se inserem nesse lócus, cabendo ao descobridor /pesquisador encontrar e selecionar aquilo que mais lhe interessa e acrescenta, tomando apenas o cuidado de escapar de águas traiçoeiras, pois há mares por onde vale à pena se navegar e outros que nem tanto...
A Internet apresenta uma infinidade de opções, entre as quais o hipertexto, que é um texto não-linear, que permite ao leitor acessar vários conhecimentos, conforme sua necessidade e/ou interesse. Gosto da definição trazida pelo site http://www.infoescola.com/informatica/hipertexto/ quando afirma que “o hipertexto vem auxiliar o ser humano na questão da aquisição e assimilação do conhecimento, pois tal como o cérebro humano, ele não possui uma estrutura hierárquica e linear, sua característica é a capilaridade, ou melhor, uma forma de organização em rede. Ao acessarmos um ponto determinado de um hipertexto, consequentemente, outros que estão interligados também são acessados, no grau de interatividade que necessitamos”, ou seja, de certa forma todos nós já somos hipertextuais. E acrescenta: “que as partes de um hipertexto fazem sentido, mesmo sendo deslocadas do seu eixo central ou enredo. Ele (hipertexto) possibilita a livre escolha, por onde começar e em que ordem seguir... Ele não está presente apenas no campo da informática, mas encontra-se também nos livros de formatos convencionais, onde os autores buscam facilitar a compreensão de cada capítulo na sua individualidade, sem que perca a essência que compõe o todo, a idéia central do autor. Hoje é muito comum encontrarmos livros organizados por um autor e escritos por vários. Estes livros não lineares são exemplos de hipertextos”, concluindo que temos assumido posturas hipertextuais, muitas vezes até com desconhecimento disso.
“Linkando” o que até aqui foi trazido, com o poema de Quiroga, e, pensando que o mesmo é um convite à “navegação à deriva”, no sentido de ir para além, para aprender mais, para lançar-se às novas descobertas, talvez seja exagerado ou romântico demais de minha parte dizer que: “Navegar eu Preciso, como viver também preciso...”, mas corro o risco de me utilizar dessa frase, parodiando humildemente o poeta Fernando Pessoa, para reforçar nesse registro, a importância que hoje atribuo ao uso das tecnologias, sobretudo a Internet. No trabalho, em casa, na comunicação rápida com os amigos, nas pesquisas sobre qualquer tema, nos cursos como o e-Proinfo, parece ser inevitável a utilização dessa ferramenta. Assim como eu, muitos poderiam fazer essa afirmação, entre os quais, alunos, professores, comunidade escolar, então, como poderíamos excluí-la ( ferramenta da internet) do contexto dos mares da escola? Como não aceitar a ruptura com a pseudo-linearidade de aprendizagens e partir para tentativas de percepções mais hipertextuais do processo de ensinar e aprender?
Vamos a navegar...

Primeiras Reflexões



CURSO: ENSINANDO E APRENDENDO COM AS TIC’s
Cursista: Carmem Silvia Nunes de Azevedo Pessoa – INTERAJA
TEMA: REFLEXÕES INICIAIS
SUB-TEMA: REFLEXÕES

Primeiras Reflexões

As tecnologias sempre tiveram um papel importante na vida das pessoas, colaborando com a construção dos diferentes modelos das sociedades e das culturas, como por exemplo, as transformações ocasionadas com a invenção da eletricidade, do rádio ou telefone. Mas, a tecnologia, por mais moderna e útil que possa se apresentar é um instrumento de ação do homem sobre o próprio homem e sobre seu meio de ação, portanto, não é realmente boa ou má por si só, apresentando potenciais diversos, que podem ser (ou não) bem aproveitados a partir das interferências humanas.
Pensar o processo de ensino e aprendizagem no contexto premente de utilização das tecnologias da informação remete-nos, aparentemente, a um discurso repetitivo e de obviedades, uma vez que estamos imersos em um mundo de conectividades incessantes, de transformação e evolução rápidas. Contudo, a reflexão sobre a necessidade de novas concepções educacionais (currículo, estrutura, metodologia, formação, etc.) nunca se fez tão relevante. A tecnologia traz o mundo para a escola, mas a escola nem sempre está preparada para cultivar uma cultura de aprendizagem que atenda às expectativas desse modelo, utilizando os recursos – quando esses realmente existem – de maneira superficial, alienante ou autoritária. Dessa maneira, para além do conhecimento de novas mídias, é preciso tentar apre(e)nder as novas formas em que se produz o conhecimento, superar a visão fragmentada e conservadora que ainda se estende sobre os processos educativos, se eleger posturas mais progressistas, que permitam a utilização tecnológica numa relação pedagógica e humanista para a percepção e transformação da realidade.

Atividade Curso eproinfo - Trabalho por Projetos


Nas indicações de leitura, inclusive dos últimos textos sugeridos pela professora Fabiana, alguns pontos são de extrema importância: um deles é aceitar que a escola não pode mais ser arcaica, se no exterior de seus muros, há a presença de uma sociedade cada vez mais tecnológica, vivendo a era da Informação e da Comunicação. Destaco também a ideia de que o trabalho por/com Projetos pode gerar situações diversas, permitindo aos educandos a construção de conhecimento com autonomia - na pesquisa, na interação com o professor e os colegas (e com o ambiente virtual, no caso do uso da internet), na possibilidade de posicionar-se, refletir, discutir e participar da experiência educativa enquanto ser ativo dessa mesma experiência. Para tanto, é preciso cautela ao definir abordagens que gerem projetos significativos para os alunos, estimulando seu interesse, problematizando situações, oportunizando o desenvolvimento de habilidades, buscando soluções, compreendendo seu papel de sujeito produtor de conhecimento e de agente transformador da realidade. Ao pensar o trabalho por/com Projetos utilizando-se das tecnologias, os alunos ganham maiores oportunidades e espaços, que vão para além daqueles da sala de aula, ampliando-se para os chats, fóruns de discussão, correios eletrônicos, ambientes virtuais de aprendizagem, etc. Pode-se aprender num projeto cartográfico, por exemplo, através do Google Earth, mapas virtuais, imagens 3D, filmes, produção de vídeos, entrevistas e documentários, áudios, fotografias e outras imagens, jogos, e-book, GPS, pesquisas em blogs e internet em geral, enfim, há inúmeras possibilidades de potencializar a aprendizagem através do uso de recursos tecnológicos. Realmente as inovações tecnológicas são muito importantes e potencializam o trabalho com projetos, mas a verdadeira inovação ainda está no mestre, afinal, para que todos esses meios sejam eficientes, necessitam da condição humana ou de maneira equivalente, necessitam do professor que assuma a simultânea postura inovadora e humanizante dos processos de ensino e aprendizagem. É sob a ação do professor que poderá ser criado um ambiente favorável de interações e busca de conhecimento, tornando-se este um facilitador, articulador, orientador que provoca a reflexão, que motiva e exerce a essencial tarefa de planejar-avaliar-replanejar todo o processo educativo. Dessa maneira, devemos evitar o tecnocracismo educativo, cientes de que o uso de novas tecnologias não necessariamente é acompanhado por novas concepções pedagógicas. Não podemos tender a um discurso esvaziado de práticas transformadoras, cair no inócuo desprovido de significado, que privilegia a continuidade de práticas autoritárias e conservadoras. A tecnologia pode e deve atender às possibilidades de um novo modelo de escola, pensado para as necessidades reais do sujeito cognoscente e a serviço dos objetivos propostos por um Projeto Político Pedagógico desalienante, construído para a emancipação e para a transformação do homem.

Atividade eproinfo - Quem sou como professora e aprendiz?


Indagando-me sobre quem sou como professora e aprendiz, anteriormente questiono-me sobre essas dimensões: o que é ser professor e o que é ser aprendiz? Se professor é aquele que ensina e, aprendiz, aquele que aprende, numa definição mais simplista, todos nós assumimos ora um papel, ora outro. Porém, há uma dimensão anterior a estas duas primeiras - a dimensão humana, que permeia e interliga todas as relações e vivências do que sou para/com o que sou como professor ou como aprendiz. Portanto, assumo uma postura de olhar para quem sou como pessoa, antes mesmo de me descobrir enquanto professora e aprendiz, embora esses sentidos sejam interligados, pois fazem parte de mim. Vejo-me com a consciência de ser inacabado, que precisa aprender sempre, sempre!

Atividade Curso eproinfo - Quem sou?


Olá pessoal! Meu nome é Carmem Silvia N. A. Pessoa. Sou casada e tenho dois filhos, de uma gravidez gemelar, há 18 anos. Chamam-se Gabriel e Caroline. Amo estar com minha família, viajar, conhecer, assistir filmes e documentários, ler e estar entre amigos. Cursei magistério, Letras e Pedagogia. Fiz especialização em Educação Infantil e curso de aperfeiçoamento como professora formadora para a Educação de Jovens e Adultos. Também fui professora formadora do Programa PCN em Ação. Gosto muito de participar de congressos, palestras, encontros de educação, cursos, porque acredito que a formação é uma necessidade inerente ao professor e por que não dizer, ao Homem, como ser de busca e descoberta que é... Já lecionei em todas as séries do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Fui diretora de escola na rede estadual de São Paulo, na rede municipal de Nova Odessa e no Colégio Network, onde também lecionei para turmas dos cursos de Secretariado e Informática. Trabalho na Rede Municipal de Educação de Hortolândia desde 2004, onde tive como função a coordenação da EJA por cinco anos. Atualmente faço parte da equipe do Programa Brasil Alfabetizado. Em Hortolândia tive o prazer de conhecer alguns excelentes profissionais e pessoas pelas quais possuo admiração e carinho. Sinto-me feliz pela oportunidade de estar participando deste curso e estar entre vocês!